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Uma grande produçăo de documentários, tendo a música brasileira como referęncia, foi lançada nos últimos anos. Observa-se que essa crescente produçăo audiovisual começou a dar visibilidade e voz a vários compositores e intérpretes que marcaram a cena musical do século XX. Dentre os documentários produzidos, quatro foram selecionados, por terem em comum, o fato de suas narrativas tratarem de artistas que tiveram sua carreira marcada por um longo período de ostracismo e esquecimento. Trata-se dos documentários: Fabricando Tom Zé (2007); LoKi - Arnaldo Batista (2008); Jards Macalé - um morcego na porta principal (2008) e Simonal - Ninguém sabe o duro que dei (2009). Este trabalho tem por objetivo analisar esses quatro documentários, observando a maneira como essas narrativas tanto enquadram essas carreiras como "desviantes", quanto possibilitam pensar no encontro entre homem-artista através da construçăo de memórias. Ao final, percebem-se os "ruídos" trazidos por essas narrativas como algo que evoca os "cismas" presentes na cena musical dos anos 60/70 - bem ilustrada em outro documentário aqui analisado, "Uma noite em 67" (2010).
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