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Neste estudo, investigamos o pensamento estético e filosófico do filósofo húngaro György Lukács (1885-1971), especificamente na obra "A teoria do romance", de 1916, com vistas a analisar os aspectos e elementos que o pensador desenvolve nessa importante obra do chamado período de juventude. Nesse sentido, é importante salientar a significaçăo que a filosofia da existęncia formulada pelo danęs Sřren Kierkegaard (1813-1855) adquiriu para o jovem Lukács na obra de 1916. Para tanto, analisamos, o ensaio de Lukács dedicado a Kierkegaard, presente no livro "A alma e as formas", de 1911; destacamos os contornos de "A teoria do romance"; elaboramos a conceituaçăo de Kierkegaard dos conceitos de demoníaco, desespero e ironia; e, por fim, analisamos as ressonâncias kierkegaardianas em "A teoria do romance". Visto que os dois pensadores analisados adquiriram importância capital no desenvolvimento do debate filosófico de todo o século XX, o presente trabalho justifica-se, portanto, nas próprias afirmaçőes de Lukács em sua maturidade em que ele próprio destaca entre suas influęncias juvenis a constante presença das ideias de Kierkegaard, entre outros, para seu percurso intelectual.
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